terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Recentemente descobri que o Sr Sempre tem passagens de volta. Sempre começa com S de suficiente. e foi. Ele chegou, aproveitou, tirou algumas fotos pra amarelar na gaveta e um dia mostrar pros netos. E assim o Sr Sempre partiu pra rodoviária, e mais uma vez foi.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Hoje tô pra lá de bossa nova
Brincando com o kitsch, e o cult
de ser brega
chá gelado e o tecno
uma noite dançando sob o luar
na outra, cultura de lantejolas

E quem vai dizer que a festa não deve tocar no meu ritmo?
hein?

terça-feira, 9 de outubro de 2012


As paredes não são as mesmas de antigamente. Paredes, em épocas que fotos eram amareladas ao natural, serviam de galeria de momentos familiares. Eram coloridas, talvez com azulejos, e contavam histórias de pessoas que se reuniam todos os dias pontualmente as 12 horas para o almoço. As paredes de antigamente sabiam tudo da vida de todos. As de fora da casa também, que ouviam atentamente as conversas na calçada de casa entre os vizinhos.
Mas as paredes de hoje... essas precisam de psicólogos. Sempre pálidas, solitárias. Não tem mais conversas pra ouvir. Não tem mais banquinhos na calçada pra lhes fazer companhia. Sustentam caprichos de decoradores, que nada sabem sobre o que é viver. Ah, coitadas, são espelhos de seus donos.

sábado, 16 de junho de 2012



Eu desprendi a falar. Não sei ao menos balbuciar o que penso. O auge da minha inquietude é rascunhar o que sinto. Tento. Tento e não consigo. Não sou mais dona de minhas palavras. Elas fazem greve, de silêncio. Mas que cruel!
Elas agora querem ser independentes. Só eu sei que elas nunca dependeram de mim.

Talvez se eu coloca-las todas na gaveta e misturá-las conseguiria uma simples oração.

segunda-feira, 4 de junho de 2012



Sou uma pilha de referências sem nexo. Sem graça, sem surpresas. Tão clichê ao ponto de se definir clichê. Sou boa em ser mais-ou-menos. Mediocridade deveria ser meu sobrenome.

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Me tirem daqui
que o samba de lá tem mais ritmo.
O nosso verso já perdeu a cor
Não faz mais sentido

Nossos dias tiveram gosto de café
feito com amargura
Cheiro de quem não sabe o que quer.
Sem açúcar, sem cura.

Seu garçom, me traga a conta.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Não está obvio que todas essas palavras cruéis são para mim? Pare de eufemismos, indiretas e sorrisos falsos. Essa é a minha arte, não a sua. Eu sei que te machuquei e nada pode justificar. Cara e coragem pra pedir perdão, não tenho mais. Acho que nunca tive. Nem posso voltar atrás, e se pudesse, erraria de novo, afinal, sou a impulsiva que você conhece tão bem.

segunda-feira, 19 de março de 2012


Quando abri o blog notei que se passaram dois meses e eu nem dei conta. Ou será que eu apenas não quis dar conta? Opção B, mas posso me justificar. Estou naquela fase (eu e minhas fases) de que tá meio difícil descrever (eu digo isso de todas). MAS É SÉRIO! As coisas tem passado tão rápido que eu me dou ao luxo de dizer que tá tudo igual.
Tenho um amor que agora defino agridoce. Um colégio que suga minha alma e por achar pouca, também suga meu oxigênio. Os sonhos sufocam por estarem tão perto e tão longe. (TÃO é uma palavra tão versátil, né?) e mais isso e aquilo da vida de uma adolescente que fica chato se eu for falar. Então eu abro meu blog... Eu já não sou a mesma de dois meses atrás.

domingo, 15 de janeiro de 2012


Sua voz ecoa entre as paredes do meu quarto. Em cada foto, em cada bilhete, em cada mimo seu. Tento lembrar dos momentos bons, mas será mesmo que eles existem quando pensamos na dor? E o que valeu a pena no final? Quem ganhou o jogo? Acho que só sobraram dois perdedores.

sábado, 31 de dezembro de 2011


Hoje tem fogos, hoje tem risos, hoje tem amigos. Hoje terá 2011, pela ultima vez. Amanhã terá sonhos, planos, gente chegando, gente partindo. Terá 2012 pela primeira vez.

sábado, 10 de dezembro de 2011


Palavras, porque vocês se escondem?
Sentimentos, porque tão fortes?
Cores, porque não usam sua magia?
Pessoas, porque precisam ser tão cureis?
Música, porque perdeu o efeito?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011


Hoje perdi a vontade de comer e gargalhar. Por pouco, não pedi a vontade de tentar. Mas essa é última que comete suicídio, certo?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Confissões de Maria.


Nem com migalhas de pão eu acharia o caminho de volta pra casa. Estou descobrindo que amor não tem volta, e cada vez mais eu afundo nessa de me apaixonar por você. Minhas certezas já não estão tão certas do presente e tento não criar um futuro, mas ele já está ali, dizendo oi e nos esperando virar a esquina. Perdemos a razão dos atos. Não apenas amamos, porque o amor, no nosso caso é racional. Foi a escolha de pegar aquele caminho, que dava na casa de doces. Mas estamos nos perdendo numa loucura-cor-de-rosa. Há flores pretas e não há migalhas de pão.



-Espere, João, há uma saída! Que estranho.. tem escrito "morte" na porta..

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Diga.


Acho que todas as palavras que a gente precisava ouvir já foram ditas. Neologismos a parte, opto sempre pelo clichê. Canso do clichê. É tão clichê dizer que algo é clichê, que a gente parou de falar do que importa. Te liguei semana passada pra falar mais um "Preciso de você". Na hora não me soou comum, foi bem sincero, admito, mas depois do telefone encontrar o gancho sempre uma sensação de culpa me invade por nunca ter novas palavras pra te dizer. Estamos fadados as mesmas, com as mesmas lágrimas ou lembranças associadas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lei de Murphy


Ontem eu acordei e o sol parecia brilhar mais, hoje sua presença ou sua ausência me irrita. Não importa, há algo sempre errado. Um ônibus lotado, uma aula que faz o relógio ter pena de mim e não poder fazer nada. Os problemas nem tanto, mas o drama vai aumentando com o horário. O "tô bem e você?" nem mais sai no automático. Outra coisa errada. Outra reclamação comigo. Agora uma reclamação minha. Algo que perdi, porque quem me conhece sabe, vivo perdendo as coisas, até não aguentar mais, e perder a paciência. Uma briga. E pra evitar a fadiga, você pode ir imaginando mais um monte de coisas, porque pode ter certeza, elas acontecem comigo. Porém não se preocupe, nunca é nada grave. Tem muitas coisas melhores acontecendo na minhas vida, mas são sempre as pequenas coisas que me impedem de ver que sou feliz.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sempre


Eu te avisei, moço, que felizes para sempre não implica em felizes sempre. E eu acho que sempre é um conceito bem relativo. Espero que nosso sempre seja aquele que não imaginamos, mas o que precisamos, e que dure o suficiente pra valer a pena o uso da palavra em questão. Agora é sentar, esperar, e ouvir aquele velho cd de dias cinzas, dias azuis. E quando o sempre estiver perto, saberemos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011


Eu queria ser alguém pra você se orgulhar. Será que é querer demais? Eu só queria.